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Se Deus nos ama, por que sofremos?

PALAVRA AMIGA, com o pastor Waldérico

O problema do sofrimento não é uma questão apenas filosófica, mas sobretudo teológica. Temos dificuldade de conciliar o amor de Deus com o sofrimento humano. Os judeus questionaram o amor de Deus por Lázaro, por este ter passado pela morte sem a intervenção de Jesus.

Ao longo dos séculos reverbera sempre a inquietante pergunta: Por que sofremos? Por que a nossa dor não cessa? O sofrimento não é fruto do desamor de Deus, mas do pecado humano. O sofrimento é filho do pecado. Não tivesse a queda do homem, não haveria sofrimento. Somos concebidos em pecado e nascemos com uma natureza corrompida, num mundo que está gemendo açoitado por muitas agruras. O sofrimento é consequencia inevitável do pecado.

O pecado é como uma fonte poluída de onde flui copiosamente o sofrimento. O pecado é o solo onde crescem os espinheiros do sofrimento. O pecado é como um anzol que por trás da isca do prazer esconde a carranca do sofrimento e da morte.

O sofrimento é um aviso solene e altissonante aos ouvidos humanos – se não houvesse a dor nós sucumbiríamos subitamente sem a mínima chance de buscarmos socorro. A dor é uma trombeta; o sofrimento, um aviso solene de que é impossível transgredir os preceitos de Deus sem sofrer as devidas consequencias. Se a violação de uma lei física desencadeia uma consequência inevitável, assim também, a violação dos preceitos morais e espirituais deságua em sofrimento atroz.

Muitos tentam abafar a voz da consciência e outros tentam negar a dor, mas mesmo aqueles que amortecem os efeitos da dor nesta vida, jamais poderão ficar incólumes do sofrimento eterno. O sofrimento precisa ser nosso pedagogo e não o nosso coveiro. Muitas pessoas se desesperam a ponto de dar cabo da própria vida ao passarem pelo vale do sofrimento.

Há sofrimentos físicos, mentais, emocionais e espirituais. Há dores na alma que doem mais do que ter a carne fustigada pela doença. Não poucas pessoas revoltam-se contra Deus, como a mulher de Jó, ao passarem pelas tempestades da vida. Diante da carranca do sofrimento presente, podemos erguer a nossa voz e dizer como o apóstolo Paulo: “Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação” (2Co 4.17). 

Rev. Waldérico Santana é pastor da Igreja Presbiteriana de Coaraci.

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