sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Coaraci: 3 anos sem Torquato

Ex-prefeito morreu em 2016 e completaria 91 anos em 2019 (Foto: Arquivo/FatoEntreAspas) 
No último dia 16 de janeiro de 2019 completou 3 anos da morte do ex-prefeito de Coaraci por 3 vezes, Joaquim Almeida Torquato. Torquato morreu em 2016 em decorrência de um câncer. Se estivesse vivo ele completaria 91 anos este ano. 

O falecimento de Joaquim Torquato gerou grande comoção e sua liderança era respeitada em toda a Bahia. 

Para homenagear o grande e saudoso Torquato, reproduzimos o editorial de Fato Entre Aspas publicado naquele triste sábado de janeiro de 2016. 

EDITORIAL 
(Publicado em 17/01/2016 02:01 AM)

A direção editorial do Fato Entre Aspas expressa sua solidariedade à família Torquato e à toda comunidade de Coaraci, pelo falecimento de seu líder maior, Joaquim Almeida Torquato. Último dos tabajaras, último líder político desta terra. 

A política coaraciense perde não apenas um ex-prefeito, ex-vereador e ex-administrador. Coaraci perde um grande articulador, um estadista. Torquato soube como poucos lidar com a arte da política, voltada à construção e ao diálogo. 

Como grande líder, soube se retirar nos momentos certos e dá espaço à seus companheiros. Mesmo muitas vezes sendo traído por eles, nunca titubeou quando os interesses do povo é que estavam em jogo. Elegeu sucessores, ajudou em campanhas, se entregou de corpo e alma ao amor que nutriu até os últimos minutos por esta terra. Seu objetivo nunca foi o poder pelo poder. Seu objetivo nunca foi a política dos interesses escusos. Torquato sempre foi maior que tudo isso. 

Em 2008, em uma última tentativa de contribuir com Coaraci, enfrentou uma enxurrada de ataques raivosos de seus adversários. Mas resistiu e se manteve de pé, numa campanha que enfrentava a máquina e os rios de dinheiro dos outros candidatos. Não se intimidou. Queria trazer de volta a cena, o "velho PMDB vitorioso". De peito aberto e microfone em punho, falava aos quatro cantos da cidade, desfilando em um mini-trio elétrico. 

E Torquato era assim. Não precisa de papagaio de pirata em carro de som. Fazia questão de ir pessoalmente, e olhar nos olhos do povo. Sem medo! E por isso enfrentou uma batalha injusta e desleal. Uma luta não de Davi contra um Golias. Mas uma luta de um Davi contra um batalhão de Golias. Enfrentou a mentira e o desprezo de seus adversários, que hoje, talvez hipocritamente o exalte. Tarde demais para reconhecer a grandeza de Torquato, que se vai mas deixa um legado, uma história e uma reputação ilibada. Torquato, velho guerreiro, vá em paz! 

GENISSON SANTOS 
jornalista, editor-chefe do FatoEA e colaborador do Observatório da Imprensa.

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