quinta-feira, 16 de maio de 2019

Coaraci, cidade que anseia por novos caminhos


EDITORIAL POR DANILO BARBOSA 

Coaraci tem enfrentado dias difíceis. Não somente nos dias atuais, mas há tempos que a população vem acreditando em governos que não priorizam o bem comum. Cada gestão teve suas qualidades e defeitos. Mas não se pode apenas olhar o individualismo numa eleição.

A cultura do voto de barganha implantada no nosso município tomou proporções alarmantes. Vereadores que têm o dever de fiscalizar o Poder Executivo, onde estão sendo aplicados os recursos, se estão sendo aplicados com primazia, com respeito ao cidadão, o quão transparente a gestão se porta, entre outros, se atém mais em fazer um papel assistencialista, com realização de exames, ajudas financeiras para outros fins, e tantos outros gestos que não cabem ao vereador. Isso mostra que, o que é de responsabilidade de um dos Poderes, quando não assumido, reflete negativamente a outros, o que faz perder o foco do trabalho, como também identifica a incapacidade administrativa na resolução de problemas. 

Diante disso, a população ainda não se atentou que, ao trocar seu voto, o candidato ou até mesmo o eleito, terá dificuldades na governabilidade, pois houve um desvio de função do que realmente deve existir.

Devemos separar a verdadeira política, que é a arte de fazer o bem comum – gestão para todos, sem distinção e da melhor aplicação do erário público –, da politicagem, que é a parte obscura disso tudo.

O administrador público não tem que ter vontade, tem que ter empenho. Cada dia que passa a sociedade exige maior preparo profissional dos gestores. Faz-se mais que necessário hoje um maior planejamento de prioridades a curto, médio e longo prazo, com metas bem estruturadas, sabendo onde se quer chegar. A nova política é a política de resultados efetivos! 

É preciso pensar estrategicamente antes de agir, considerar os anseios dos cidadãos sendo que estes sim devem ser os beneficiados! Fazer o mapeamento dos recursos disponíveis, verificar os custos e os riscos e acima de tudo reconhecer que os cidadãos são os clientes dos serviços ofertados e o gestor é o empregado/escolhido para fazer o melhor.

Faz-se mais que necessário dar a oportunidade de discussão sobre a participação de jovens no fortalecimento da democracia. A eleição é de responsabilidade coletiva, e a construção do plano de governo é de responsabilidade de todos.

É chegada a hora de se fazer uma política jovem! Tendo espaços políticos, irão proporcionar uma administração inteligente, criativa, bem estruturada, com novas ideias e voltada para o progresso, construindo assim um novo caminho. A juventude não pode ser omissa, tem que acreditar na força como instrumento de transformação.

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Danilo Barbosa é formado em Gestão Pública, Administração, Pós - Graduando MBA em Gestão Financeira e Auditoria e Controladoria Financeira

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